O mercado de criptomoedas iniciou a semana de 17 de agosto sem uma liderança clara do Bitcoin.
BTC era negociado perto de US$ 63.460 durante a sessão asiática, com alta de aproximadamente 0,7% em 24 horas.
Na comparação semanal, porém, ainda acumulava queda de 2,3%.
Ao mesmo tempo, algumas altcoins apresentaram desempenhos bem superiores, com Hyperliquid, Chainlink e Monero mostrando força relativa diante de um Bitcoin ainda preso abaixo de resistências importantes.
A dominância continua alta apesar da falta de momentum
A capitalização de mercado do Bitcoin estava perto de US$ 1,27 trilhão.
O mercado cripto total valia aproximadamente US$ 2,24 trilhões.
A dominância do BTC permanecia em torno de 57%.
Esse nível mostra que Bitcoin ainda responde por mais da metade do valor do setor, mesmo quando algumas altcoins conseguem gerar retornos mais fortes no curto prazo.
A queda da semana passada ainda não foi apagada
Bitcoin havia negociado acima de US$ 65 mil durante a semana anterior.
O preço chegou perto de US$ 65.400 antes de perder força.
Na sexta-feira, BTC caiu até aproximadamente US$ 62.500.
O fim de semana trouxe estabilização e recuperação acima de US$ 63 mil, mas não uma reversão completa.
A distância até a região de US$ 65 mil continua relevante.
Ethereum se mantém estável perto de US$ 1.900
Ethereum negociava em torno de US$ 1.900,64.
ETH subia 1% no dia, mas ainda perdia 0,8% na semana.
XRP estava perto de US$ 1, com queda semanal de 2,8%.
Solana negociava em aproximadamente US$ 75,47, praticamente estável no dia e 1,4% abaixo na semana.
BNB permanecia perto de US$ 605,63.
Principais criptomoedas mostram pouca direção
TRON era negociado perto de US$ 0,332, com ganhos modestos no dia e na semana.
Dogecoin subia 0,6%, para aproximadamente US$ 0,070.
A movimentação das grandes criptomoedas permanece limitada.
Isso reforça a ideia de um mercado mais seletivo, no qual a força está concentrada em determinados tokens em vez de uma alta ampla do setor.
ETFs voltam a perder capital
Um dos sinais de cautela vem do mercado institucional.
Os ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos registraram aproximadamente US$ 390 milhões em saídas líquidas ao longo das cinco sessões entre 10 e 14 de agosto.
O FBTC, da Fidelity, respondeu por cerca de US$ 153 milhões.
Os ETFs spot de Ethereum tiveram uma saída semanal de aproximadamente US$ 2,26 milhões.
A mudança em relação à semana anterior foi brusca
Na semana imediatamente anterior, os ETFs de Bitcoin haviam atraído cerca de US$ 853,5 milhões.
Foram cinco sessões consecutivas de entradas.
A passagem de mais de US$ 850 milhões em entradas para quase US$ 400 milhões em saídas mostra que o fluxo institucional continua instável.
Essa mudança também ajuda a explicar por que Bitcoin encontrou dificuldade para sustentar preços acima de US$ 65 mil.
HYPE continua construindo força relativa
Hyperliquid foi um dos principais destaques.
HYPE era negociado perto de US$ 58,81.
O token subia 3,4% em 24 horas e 8,7% na semana.
Sua capitalização estava próxima de US$ 13,1 bilhões.
A alta semanal mostra uma clara divergência em relação ao Bitcoin.
Buybacks ajudam a narrativa de HYPE
A força do token ocorre após números positivos associados à atividade da Hyperliquid.
A plataforma teria registrado aproximadamente US$ 169 milhões em receita no segundo trimestre.
Cerca de US$ 141 milhões foram direcionados para recompras de HYPE.
Essa utilização de receita ajudou a manter atenção sobre o token e forneceu um argumento adicional para o desempenho recente.
LINK tem desempenho semanal ainda mais forte
Chainlink apresentou uma das maiores altas entre as grandes criptomoedas.
LINK negociava perto de US$ 9,45.
No dia, a alta era de apenas 0,7%.
Na semana, porém, o token acumulava avanço de 15,7%.
Esse desempenho coloca LINK muito acima do retorno de Bitcoin no mesmo período.
Monero testa região importante de preço
XMR era negociado próximo de US$ 413,84.
Monero acumulava alta semanal de 4,9%.
O preço agora se aproxima da região entre US$ 420 e US$ 430.
Essa faixa aparece como uma resistência relevante.
Um rompimento poderia reforçar o momentum, enquanto uma rejeição poderia levar a nova consolidação.
Bitway lidera as maiores altas do top 100
Entre as 100 maiores criptomoedas por valor de mercado, Bitway avançava 22,3%.
Ether.fi subia 7,9%.
Esses números mostram que oportunidades de curto prazo continuam aparecendo mesmo em um ambiente de baixa convicção nas maiores moedas.
A dispersão de desempenho é uma das principais características do mercado atual.
Uniswap permanece entre os mais fracos
Nem todas as altcoins se beneficiaram.
Stable caiu 3,7%.
Quant perdeu 3,6%.
Canton recuou 2,7%.
Uniswap, apesar de subir 1,3% na segunda-feira, ainda acumulava perda de 18,4% em sete dias.
Essa fraqueza mostra que a rotação para altcoins é seletiva, e não generalizada.
Bitcoin continua preso em uma faixa técnica
No gráfico diário, BTC permanece consolidado depois da forte correção observada desde junho.
O preço está abaixo da zona entre US$ 65 mil e US$ 66 mil.
Essa faixa funciona como principal resistência de curto prazo.
A incapacidade de superá-la mantém a estrutura mais ampla inclinada para baixo.
Aroon indica leve melhora
O Aroon Oscillator está em território positivo, em 42,86.
O indicador sugere que movimentos recentes de alta têm mais força relativa do que novas mínimas.
Ainda assim, o valor não é suficiente para confirmar uma tendência forte.
Bitcoin apresenta recuperação, mas ainda não uma inversão clara.
MACD continua emitindo sinal negativo
O MACD permanece abaixo da linha de sinal.
O histograma está perto de -124,49.
A linha principal do MACD aparece ao redor de -236,26, enquanto a linha de sinal está próxima de -111,77.
Essa configuração mostra que o momentum baixista ainda não foi totalmente eliminado.
O preço estabilizou antes dos indicadores de tendência.
US$ 60 mil segue como limite crítico
A região de US$ 60 mil continua sendo o principal suporte.
Se BTC perder esse nível, a pressão vendedora pode aumentar.
Enquanto o preço permanecer acima dele, o mercado mantém espaço para novas tentativas de recuperação.
No lado positivo, apenas um rompimento sustentado de US$ 65 mil a US$ 66 mil mudaria de forma mais convincente a leitura de curto prazo.
Política monetária volta a dominar a agenda
Na quarta-feira, 19 de agosto, o Federal Reserve divulgará a ata de sua reunião de julho.
Na decisão anterior, nove integrantes votaram por manter os juros entre 3,5% e 3,75%.
Três membros preferiam um aumento de 25 pontos-base.
Esse grau de divergência torna os detalhes da ata particularmente relevantes.
Mercado vê menos chance de nova alta em setembro
As expectativas mudaram desde a reunião.
Contratos futuros indicavam cerca de 30% de probabilidade de aumento dos juros em setembro.
Uma leitura mais hawkish na ata poderia pressionar ativos de risco.
Uma postura menos restritiva poderia ajudar Bitcoin e outras criptomoedas.
Washington também entra no radar do mercado cripto
Outra data importante é 19 de agosto.
Executivos da Coinbase, Ripple e outras empresas de ativos digitais e mercados de previsão devem participar de uma reunião na Casa Branca.
O encontro ocorre enquanto autoridades continuam discutindo regras para o setor.
O mercado pode reagir a qualquer sinal sobre a direção da política regulatória americana.
O cenário favorece rotação entre altcoins
Enquanto Bitcoin permanece travado, alguns investidores podem continuar buscando ativos com momentum específico.
HYPE, LINK e XMR são exemplos claros nesta semana.
Esse tipo de rotação não exige necessariamente uma alta generalizada do mercado.
Pode ocorrer mesmo com BTC lateralizado, desde que os tokens individuais tenham catalisadores ou estrutura técnica mais favorável.
Conclusão
Bitcoin começa a semana perto de US$ 63 mil e ainda não recuperou a região de US$ 65 mil a US$ 66 mil.
Ao mesmo tempo, as saídas dos ETFs americanos mostram uma redução do apetite institucional em comparação com a semana anterior.
Nesse ambiente, HYPE, LINK e XMR aparecem como alguns dos principais ativos com força relativa.
Ponto-chave final
O mercado está mostrando divergência clara entre Bitcoin e determinadas altcoins. BTC continua funcionando como referência de risco, mas não lidera o movimento. Enquanto US$ 60 mil permanecer intacto, existe espaço para recuperação; acima de US$ 65 mil–US$ 66 mil, o cenário melhora. Até lá, a força tende a permanecer concentrada em tokens específicos com momentum próprio.

