Notícias Diárias

BitMine transforma quase 5% do Ethereum em estratégia de tesouraria e receita com staking

BitMine amplia tesouraria de Ethereum com 28.086 ETH

A BitMine Immersion Technologies está perto de alcançar uma meta incomum para uma empresa listada: controlar 5% da oferta estimada de Ethereum. Depois de comprar mais 28.086 ETH na última semana, a companhia elevou sua tesouraria para 5.929.198 tokens e passou a deter aproximadamente 4,9% dos 122 milhões de ETH usados como referência em sua atualização mais recente.

A nova compra foi avaliada em cerca de US$ 70,1 milhões com base no preço de referência de US$ 2.495 por ETH adotado pela empresa. No mesmo valor, toda a posição em Ethereum alcançava aproximadamente US$ 14,79 bilhões. Mas o elemento mais importante da estratégia da BitMine não é apenas o tamanho da carteira. A companhia já colocou mais de 5 milhões de ETH em staking e espera transformar essa posição em centenas de milhões de dólares de receita anualizada.

Essa combinação diferencia o modelo da empresa de uma tesouraria que simplesmente compra um ativo e espera sua valorização. A BitMine está tentando usar Ethereum simultaneamente como reserva corporativa, fonte de receitas operacionais e principal fundamento para sua exposição pública ao mercado cripto.

O staking já cobre cerca de 85% da posição em Ethereum

Dos 5.929.198 ETH mantidos pela BitMine em 7 de setembro, 5.067.309 já estavam em staking.

Esse volume corresponde a aproximadamente 85% de toda a posição da empresa.

Ao preço de referência usado no balanço, os ETH em staking valiam cerca de US$ 12,6 bilhões.

Os ativos são distribuídos entre a Made in America Validator Network, conhecida como MAVAN, e parceiros externos de staking.

A proporção elevada mostra que a empresa não mantém a maior parte de sua tesouraria simplesmente parada.

Sua estratégia depende de participar da validação da rede Ethereum e obter recompensas por essa atividade.

A receita anualizada projetada chega a US$ 330 milhões

A administração estima que o volume atualmente em staking possa gerar cerca de US$ 330 milhões por ano.

O cálculo usa um rendimento anualizado de 2,61%, baseado nos sete dias anteriores à atualização.

Se todo o saldo de Ethereum da empresa fosse colocado em staking pela MAVAN e pelos validadores parceiros, a projeção aumentaria para aproximadamente US$ 386 milhões anuais sob a mesma taxa.

Esses números não são receitas garantidas.

O rendimento de staking pode variar conforme o número de participantes da rede, desempenho dos validadores, mudanças nas regras do protocolo e preço de mercado do ETH.

Portanto, tanto US$ 330 milhões quanto US$ 386 milhões devem ser entendidos como projeções com base nas condições atuais.

Staking já responde por quase toda a receita operacional reportada

Apesar das projeções dependerem de variáveis futuras, a importância do staking no negócio da BitMine já pode ser observada em resultados anteriores.

Durante os três meses encerrados em 31 de maio, a empresa registrou US$ 45,7 milhões em receitas provenientes de staking e validação.

O total de receita trimestral foi de US$ 46,5 milhões.

Isso significa que staking e validação representaram cerca de 98% do faturamento reportado naquele período.

Essa dependência mostra como o modelo operacional está diretamente ligado à capacidade de transformar o estoque de Ethereum em atividade produtiva dentro da rede.

O preço do ETH continua importante para o balanço, mas o número de tokens e o rendimento do staking também afetam a geração de receita.

A MAVAN deixa de ser apenas infraestrutura interna

A BitMine lançou a Made in America Validator Network no início de 2026 para apoiar sua própria tesouraria.

Segundo a atualização mais recente, a plataforma passou a oferecer serviços também para investidores institucionais, custodians e outros participantes do mercado de Ethereum.

Esse movimento amplia a função da MAVAN.

Ela começa como infraestrutura criada para a própria empresa e passa a ser apresentada como um serviço potencial para terceiros.

A fonte não informa quanto a BitMine já ganhou com clientes externos da rede.

Portanto, ainda não é possível medir o peso financeiro dessa expansão.

Mesmo assim, ela mostra que a companhia vê seus validadores como algo além de uma ferramenta para administrar o próprio ETH.

A receita do staking também pode sustentar as ações preferenciais

A estrutura de staking está ligada a outro instrumento financeiro da companhia.

A BitMine possui ações preferenciais perpétuas Série A com rendimento de 9,50%, negociadas na Bolsa de Nova York sob o ticker BMNP.

Tom Lee já afirmou anteriormente que as receitas provenientes do staking poderiam ajudar a financiar os pagamentos de dividendos dessas ações.

Esse vínculo é relevante porque transforma as recompensas obtidas na rede Ethereum em uma possível fonte de caixa para compromissos corporativos.

Mais uma vez, isso diferencia a estratégia da simples valorização patrimonial.

A empresa busca utilizar um ativo digital para gerar receitas capazes de sustentar elementos tradicionais de sua estrutura financeira.

A compra semanal mantém a empresa próxima de 5% da oferta

A BitMine adotou sua estratégia de tesouraria em Ethereum em 30 de junho de 2025.

Segundo Lee, desde então a empresa adicionou ETH em todas as semanas.

O padrão continuou com a compra de 28.086 tokens divulgada agora.

Na atualização anterior, a BitMine havia comprado 53.501 ETH e levado o saldo a 5.901.112.

Outras compras recentes incluíram 9.926 ETH durante o período encerrado em 16 de agosto e mais 32.447 ETH na atualização seguinte.

Esse histórico mostra que a aproximação da meta de 5% foi construída por meio de compras recorrentes, e não por uma única transação extraordinária.

Faltam cerca de 170.802 ETH para a meta atual

A empresa estima a oferta total de Ethereum em 122 milhões de tokens.

Com essa base, 5% correspondem a aproximadamente 6,1 milhões de ETH.

A posição atual de 5.929.198 deixa a BitMine cerca de 170.802 ETH abaixo desse patamar.

A quantidade exata necessária pode mudar, pois a oferta de Ethereum também pode variar.

Mesmo assim, a companhia considera que já completou 97% do plano que chama de “Alchemy of 5%”.

A meta tem tanto valor quantitativo quanto estratégico.

Ela estabelece um objetivo claro para um programa de compras que já dura mais de um ano.

A exposição ao Ethereum domina, mas o balanço inclui outros ativos

Apesar do peso do ETH, a BitMine mantém uma carteira mais ampla.

Em 7 de setembro, o balanço incluía 211 Bitcoin, US$ 593 milhões em dinheiro e títulos negociáveis, uma participação de US$ 180 milhões na Beast Industries e um investimento de US$ 91 milhões na Eightco Holdings.

Somando criptomoedas, caixa, valores mobiliários e investimentos estratégicos, a empresa estimou ativos de US$ 15,7 bilhões.

Ethereum representa a maior parcela desse total.

Ainda assim, os demais ativos podem afetar o valor da companhia e seu desempenho financeiro independentemente do comportamento do ETH.

Essa composição também significa que as ações da BitMine não devem ser interpretadas como uma réplica perfeita do Ethereum.

BMNR oferece exposição indireta a ETH nos mercados tradicionais

As ações ordinárias da BitMine, negociadas sob o ticker BMNR, tornaram-se uma forma de exposição pública a uma companhia cujo balanço é predominantemente composto por Ethereum.

A Fundstrat informou em agosto que BMNR apresentava correlação de 80% com ETH em uma comparação envolvendo 17 grandes ações relacionadas ao setor cripto.

A empresa não revelou qual período foi utilizado para calcular essa correlação.

Essa ausência limita a interpretação da estatística.

Mesmo assim, o dado ajuda a explicar por que investidores podem enxergar BMNR como um instrumento ligado ao desempenho do Ethereum.

A ligação, entretanto, não é completa.

O preço das ações também depende de fatores corporativos

Além da cotação do Ethereum, as ações da BitMine podem ser afetadas pelas receitas de staking, custos operacionais, decisões de financiamento, investimentos externos e estrutura de capital.

Os US$ 15,7 bilhões em ativos reportados incluem posições que não estão diretamente relacionadas ao ETH.

A companhia também possui ações preferenciais e opera uma rede de validadores.

Esses fatores podem produzir desempenho diferente do ativo digital.

Assim, BMNR representa exposição a uma empresa cujo principal ativo é Ethereum, e não uma participação direta no token.

Essa distinção é especialmente importante à medida que a companhia expande suas operações além da simples acumulação.

BMNR subiu 99% no terceiro trimestre

Segundo a própria BitMine, BMNR avançou 99% durante o terceiro trimestre.

Esse desempenho colocou a ação na quarta posição entre as maiores altas do Russell 1000 durante o período.

O próprio índice avançou aproximadamente 3%.

A empresa também informou que quatro companhias relacionadas a cripto estavam entre as 21 ações de melhor desempenho do Russell 1000.

A BitMine entrou no índice de large caps em 26 de junho.

O crescimento da ação acompanha a expansão da tesouraria e a valorização recente do Ethereum, embora a fonte não permita atribuir o movimento a um único fator.

O volume negociado também coloca a BitMine entre as ações mais ativas

Dados da Fundstrat citados pela companhia indicam que BMNR teve volume médio diário de aproximadamente US$ 1,1 bilhão durante as cinco sessões encerradas em 4 de setembro.

Esse nível colocou a ação na 81ª posição entre 5.704 empresas listadas nos Estados Unidos.

O volume mostra que a estratégia de tesouraria em Ethereum ganhou atenção significativa nos mercados públicos.

Ainda assim, o dado mede atividade de negociação, não necessariamente convicção de longo prazo.

A fonte não informa quem está comprando ou vendendo as ações, nem por quais razões específicas.

Tom Lee acredita que Ethereum pode ganhar com tokenização

A estratégia de acumulação continua alinhada à visão otimista de Tom Lee sobre o futuro do Ethereum.

Ele afirmou que ETH foi o ativo macro de melhor desempenho durante o terceiro trimestre até 4 de setembro, superando o S&P 500 em 5.430 pontos-base.

Lee também disse que Ethereum, Bitcoin e Solana foram os três ativos de melhor desempenho desde 30 de junho.

A partir desse comportamento, ele argumentou que gestores institucionais podem considerar aumentar sua exposição a ativos digitais.

Essa conclusão representa sua visão de mercado.

Ela não significa que gestores já tenham confirmado novas compras.

Inteligência artificial é outro componente da tese de Lee

Além da tokenização financeira, Lee acredita que agentes de inteligência artificial podem aumentar o uso de redes blockchain.

Segundo sua visão, Ethereum pode se beneficiar mais do que Bitcoin dessas duas tendências porque sua infraestrutura permite executar aplicações e interações programáveis.

Ele já havia relacionado o crescimento futuro do Ethereum à tokenização e à IA em agosto.

Na ocasião, também disse acreditar que ETH poderia superar Bitcoin durante o ciclo atual.

Esse cenário continua sendo uma previsão.

A fonte não confirma que agentes de IA estejam criando atualmente uma nova onda de demanda suficiente para alterar o valor do Ethereum.

Lee compara o próximo ciclo com ICOs, NFTs e stablecoins

A visão do presidente da BitMine usa períodos anteriores da Ethereum como referência.

Lee associa ICOs ao ciclo de 2017-2018.

Ele vê NFTs como um importante motor da atividade em 2020-2021.

Stablecoins, segundo sua estrutura, tiveram papel central em 2025.

Para os próximos períodos, ele acredita que tokenização e agentes de IA baseados em blockchain possam assumir função semelhante.

A comparação explica por que a BitMine continua acumulando ETH mesmo depois de alcançar quase 6 milhões de tokens.

A empresa está apostando em uma expansão futura do uso da rede, mas esse resultado não é garantido.

A legislação americana aparece entre os possíveis catalisadores

Lee também mencionou uma expectativa de votação do CLARITY Act em meados de setembro.

O calendário foi apresentado por ele e não deve ser tratado como data legislativa garantida.

Além disso, citou novas compras de criptomoedas por investidores sul-coreanos entre os fatores que considera positivos para o restante de 2026.

Esses elementos fazem parte de uma lista de catalisadores potenciais, não de eventos capazes de assegurar valorização.

A BitMine permanece exposta ao risco de suas previsões não se concretizarem na intensidade esperada.

Ethereum já superou Bitcoin em uma semana recente

A performance recente oferece algum suporte à tese de Lee.

Durante a semana encerrada em 24 de agosto, Ethereum avançou 29,3%.

Bitcoin subiu 21,4% no mesmo período.

O resultado favoreceu ETH naquele intervalo específico.

Mas uma semana de outperformance não confirma que Ethereum continuará superando Bitcoin por todo o ciclo.

Para a BitMine, entretanto, qualquer valorização do ETH tem efeito imediato sobre um balanço que contém quase 5,93 milhões de tokens.

Isso amplia tanto os potenciais ganhos quanto a sensibilidade da empresa a movimentos adversos.

Tom DeMark também vê sinais técnicos favoráveis

Tom DeMark, fundador da DeMark Analytics e consultor da BitMine, apresentou uma leitura diferente da de Lee.

Sua análise se concentrou no comportamento técnico do Ethereum durante agosto.

DeMark disse que ETH negociou lateralmente durante o mês sem romper para baixo.

Com isso, um sinal baixista de 12 dias expirou.

Ele interpretou esse desenvolvimento como suporte para a continuação da tendência anterior de alta.

DeMark também afirmou que uma forte valorização em um único dia na semana anterior poderia ter oferecido uma prévia do movimento que espera em seguida.

Essa avaliação permanece uma previsão técnica e não garante nova alta.

BitMine afirma ser a maior tesouraria corporativa de Ethereum

Com 5.929.198 ETH, a empresa diz possuir a maior tesouraria corporativa de Ethereum do mundo.

Ela também se classifica como a segunda maior tesouraria corporativa de criptomoedas no geral.

Strategy permanece à frente segundo os números citados, com 840.447 BTC avaliados em cerca de US$ 66 bilhões.

A comparação mostra como rapidamente a BitMine alcançou escala desde o início da estratégia em junho de 2025.

A companhia construiu uma posição que representa quase 5% da oferta estimada de Ethereum e transformou grande parte dela em infraestrutura de staking.

Conclusão

A compra de mais 28.086 ETH levou a BitMine a 5.929.198 tokens, equivalentes a aproximadamente 4,9% da oferta de Ethereum usada pela empresa em seus cálculos. Com a meta de 5% agora a cerca de 170.802 ETH de distância, a fase de acumulação está próxima do objetivo declarado no programa “Alchemy of 5%”.

Ao mesmo tempo, 5.067.309 ETH já estão em staking. A empresa estima cerca de US$ 330 milhões de receita anualizada sob a taxa atual de 2,61%, enquanto dados anteriores mostram que staking e validação já representam praticamente todo o faturamento operacional reportado pela companhia.

Ponto-chave final

A estratégia da BitMine combina três elementos que precisam ser analisados separadamente: acumulação de Ethereum, geração de receita por staking e uma tese otimista sobre a expansão futura da rede. O tamanho da tesouraria é verificável, assim como a quantidade colocada em staking. Já as projeções de receitas, a expectativa de que tokenização e IA impulsionem Ethereum e as previsões de alta de Tom Lee e Tom DeMark continuam condicionais. A empresa está perto de controlar 5% da oferta estimada, mas o desempenho financeiro futuro ainda dependerá tanto do preço do ETH quanto do rendimento da rede e da execução da própria BitMine.

Você também pode gostar

Notícias Diárias

BNB volta a superar US$ 1.100 após perdão presidencial concedido a Changpeng Zhao

BNB dispara acima de US$ 1.100 após Donald Trump conceder perdão presidencial a Changpeng Zhao Um movimento político que reacende
Notícias Diárias

Intel dispara 8% após resultados surpreendentes e novo impulso estratégico

Um forte sinal de que a virada da Intel está ganhando ritmo A Intel surpreendeu Wall Street ao divulgar resultados